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Tratamentos

Como é o tratamento?

O tratamento é dividido em duas partes. Primeiro existe a fase de pesquisa, em que iremos estudar todos os fatores que podem estar alterando a fertilidade do casal. Ao final desta fase teremos um diagnóstico, e baseado neste, iniciaremos então o tratamento propriamente dito.

 

Esta pesquisa demora?

Como a mulher tem ciclos menstruais, os exames são realizados em épocas pré-estabelecidas, que devem seguir a fisiologia. As vezes precisamos esperar um novo ciclo para repetir ou dar continuidade a um determinado exame. Habitualmente conseguimos terminar a fase de pesquisa em 2 ciclos menstruais.

Como devemos proceder?

O casal deve procurar ajuda preferencialmente junto. A avaliação da causa fica mais fácil quando o casal é visto como um só. Psicologicamente existem vantagens, quando o casal é visto em conjunto. O problema pode ser dividido, compartilhado e suportado mais facilmente.

Lembre-se que o problema será sempre dos dois, mesmo que uma patologia seja encontrada em um dos parceiros, sempre afetará ambos.

O resultado final dependerá do tipo de alteração, mas a força conjunta ajudará a obter este resultado ou a suportar a dificuldade de consegui-lo.

Como são os exames?

Existem três áreas que devem ser analisadas, para se chegar a um diagnóstico. É importante que todas as avaliações sejam realizadas. Todas têm o mesmo peso para se chegar ao diagnóstico final.

Avaliação de espermatozoide

A avaliação do espermatozoide é feita através do espermograma. O esperma é preferencialmente colhido no laboratório, pois o exame se inicia imediatamente após a coleta.

A segunda avaliação do espermatozoide é realizada através do teste pós coito ou teste de Huhner. Nele, vamos avaliar a capacidade do espermatozoide de penetrar e sobreviver no aparelho reprodutor feminino.

No período da ovulação, o casal mantém uma relação sexual na véspera do exame, à noite, e o exame é realizado no dia seguinte. Com isto veremos se o espermatozoide, além de penetrar, tem capacidade de sobreviver no muco do colo do útero.

Se algum problema é detectado, nestas duas avaliações, outros exames podem então ser indicados. (dosagens hormonais, avaliações de fluxo sanguíneo, etc.).

Avaliação do óvulo

O estudo da ovulação compreende uma série de exames que irão demonstrar, não só a ovulação, mas todos os fatores que induzem esta a ocorrer, bem como seus reflexos no organismo.

Uma avaliação dos hormônios é realizada em fase ainda menstrual, quando então teremos os valores de base. Este estudo hormonal é reavaliado na fase pós ovulação, quando veremos a produção hormonal do ovário.

Um estudo seriado da ovulação, pelo ultrassom, mostrará não só a velocidade de crescimento do folículo, como o seu rompimento, que é o dado físico de que a ovulação ocorreu.

Para a ovulação ocorrer, é necessário o aparecimento de um hormônio chamado LH. O LH aparece um dia antes da ocorrência da ruptura do folículo. Podemos detectar este hormônio na urina, através de um teste realizado pela própria paciente em casa.

O endométrio é o tecido que recobre a cavidade uterina. Este se desenvolve sob influência dos hormônios produzidos pelo ovário. No endométrio é que se fixará o embrião, quando chegar ao útero.

É necessária uma boa condição de maturidade e crescimento para que o endométrio possa receber e permitir a nidação. Fazemos então um estudo deste endométrio, para saber se os hormônios estão fazendo adequadamente a sua preparação.

Feito pela ultrassonografia, avaliamos o crescimento de espessura, linearidade e aspecto ultrassonográfico.

Avaliação de trajeto

Após avaliarmos o espermatozoide e o óvulo, precisamos que os dois gametas se encontrem. Precisamos então analisar o trajeto realizado pelos dois.

O estudo do trajeto compreende quatro exames:

1. Ultrassonografia:

Mostrará a estrutura dos órgãos. O ultrassom tem a propriedade de nos mostrar a estrutura interna dos órgãos. É como se ao analisar uma parede pudéssemos ver a sua parte interna, isto é, ver os tijolos no seu interior.

O ultrassom poderá nos mostrar se existem miomas na parede do útero ou outras anomalias que possam intervir na forma do útero ou pressionar a cavidade causando distúrbios da sua dinâmica.

2. Histerosalpingografia:

É um exame de raios-X, realizado com contraste, que nos mostrará as alterações da cavidade uterina, como pólipos, cicatrizes etc. O trajeto tubário é o dado mais importante mostrado por este exame. Este, hoje, é o único exame que pode nos mostrar o estado do interior da trompa bem como da passagem do contraste, comprovando seu trajeto.

Futuramente teremos um exame que poderemos avaliar o interior da trompa, através da visão direta por endoscopia.

3. Histeroscopia:

É o exame que avaliaremos diretamente a cavidade do útero, através de um endoscópio. Este, é uma sonda fina de 3 mm de diâmetro que acoplado a uma câmera de televisão, nos permite entrar pelo colo do útero e avaliar diretamente o interior do útero. Este exame habitualmente é realizado em consultório. Indolor, pode em alguns casos produzir uma leve pressão ou cólica, dado a entrada do gás que utilizamos para distender a cavidade uterina.

4. Laparoscopia:

Através deste exame avaliaremos diretamente a cavidade abdominal, e poderemos diagnosticar as alterações que podem dificultar o trabalho das trompas e dos ovários, sejam elas por aderências, endometriose etc..

Trata-se de uma pequena cirurgia, realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia. Através de uma pequena incisão no umbigo, se insere um tubo acoplado a uma câmera de televisão. Veremos então com nitidez, toda a cavidade abdominal, podendo então diagnosticar toda e qualquer alteração que possa interferir com a função de trompa e ovário.

Nem todos os exames são necessários, mas devem ser aplicados com critério em cada caso. O importante é que chegue a uma conclusão do ou dos fatores que interferem na fertilidade, e a partir daí, se faça um plano de tratamento.

Também na avaliação poderemos ter dois exames de sangue que possam sugerir alterações. Um mede a dosagem de CA125 que poderá indicar endometriose, e o outro exame fará a pesquisa da presença de um anticorpo contra uma bactéria chamada Clamídia Tracomatis, a presença do anticorpo significa, que o individuo já entrou em contato alguma vez com a bactéria. Esta bactéria tem uma predileção por atingir as trompas, sendo o exame positivo, a atenção se volta para uma provável lesão tubária. Dificilmente com este exame consegue-se detectar uma fase aguda, portanto na positividade não é necessário tratamento antibioterápico. A clamídia é uma doença transmitida por via sexual e dificilmente apresenta algum sintoma, o organismo debela a bactéria através dos anticorpos.