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Faça Aqui Download do Livro do Dr. Dale – “Crescei e Multiplicai-vos”

Crescei e Multiplicai-vos e se não der certo – Tudo que você precisa saber sobre Fertilidade

O livro divide um pouco da experiência de mais de 30 anos na área da Reprodução Humana do especialista Dr. Luiz Fernando Dale.
Quando nos deparamos com uma dificuldade na vida, a primeira atitude é de medo, ansiedade, tensão. Neste momento cada indivíduo reage de uma maneira. Uns enfrentam com coragem e determinação, outros paralisam diante da situação e alguns se fecham e recuam. Muito desse medo acontece por falta de informação ou por preconceito. Quando nos tornamos cientes ou familiarizados com um assunto, ele passa a não ser mais um bicho de sete cabeças.
No livro são abordadas as dúvidas mais frequentes sobre reprodução humana de uma de forma coloquial e direta e faz com que o passo a passo de um tratamento de fertilidade para o casal seja desmistificado.
Nos capítulos veremos também um pouca da trajetória profissional do Dr. Luiz Fernando Dale e nos emocionaremos com histórias reais de mãe e pais que conseguiram realizar os seus sonhos.

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Dr. Luiz Fernando Dale
Médico – Especialista em Reprodução Humana
Formado em 1976, no RJ, especialização em ginecologia na PUCRJ. Em 1978/80, especializou-se em Medicina da Reprodução, pela Universidade de Paris V, e trabalhou neste período como assistente do Professor Jean Cohen, no Hôpital de Sèvres, em Paris. Fez parte da equipe que trabalhou com os primeiros casos de fertilização in vitro, na França, logo após o anuncio do nascimento do 1º bebê de proveta do Mundo (Louise Brown-1978). Em 1981, estagiou no serviço de Reprodução Humana do John Hopkins (Baltimore – USA). Ao retornar ao Brasil foi um dos pioneiros da nova especialidade, a Medicina da Reprodução. É Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, Membro da American Society for Reproductive Medicine desde 1983, da Societé Française de Gynecologie desde 1987 e Membro da European Society of Human Reproduction and Embriology desde 1997.

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Doutor Proveta

Fonte: Jornal O Globo – Publicado: 2/10/13 – Felipe Benjamin

Responsável pela primeira fertilização ‘in vitro’ no Rio, há 24 anos, Luiz Fernando Dale já ajudou a gerar mais de 3.300 bebês

 

Na segunda-feira, a paranaense Ana Paula Bettencourt Caldeira completa 29 anos. Seu aniversário poderia passar despercebido, não fosse um pequeno detalhe: Ana Paula foi o primeiro bebê brasileiro concebido através da fertilização in vitro. Graças aos esforços de médicos de uma clínica de São Paulo, seu nascimento mudou para sempre os rumos da medicina do ramo no país.

 

Na época, de volta ao Brasil após um período de pós-graduação, o médico Luiz Fernando Dale — que estava na Europa quando Louise Brown foi apresentada como o primeiro bebê de proveta da história — teve a certeza absoluta de que tinha escolhido o ramo certo.

 

— O primeiro bebê de proveta foi uma grande surpresa, porque os médicos britânicos (Patrick Steptoe, e o vencedor do prêmio Nobel, Robert Edwards) mantiveram o processo de pesquisa em segredo — conta Dale, que em 1978 esteve na conferência médica em que a dupla apresentou os resultados de seu trabalho. — Trabalhei na França em processos de fertilização, e anos mais tarde, em 1981, nasceu o primeiro bebê francês, mas numa clínica concorrente. Em 1984, veio o primeiro bebê brasileiro, mas novamente em outra clínica.

 

Foram necessários mais alguns anos até que a primeira clínica do Rio, o Centro de Medicina da Reprodução Humana, fosse criada, o que aconteceu em 1988. No ano seguinte, Dale e sua equipe foram responsáveis pelo primeiro bebê de proveta do Rio de Janeiro. Hoje à frente da clínica que leva seu nome, em Botafogo, o especialista em fertilidade ri ao comparar as diferenças desses dois períodos.

— Tenho um sobrinho que trabalha comigo, e ele se surpreende com os relatos do início da clínica. A tecnologia avançou tanto, que o procedimento hoje é completamente diferente do utilizado no fim da década de 80. Só o resultado final é o mesmo.

 

Ao longo dos anos, o número de bebês de proveta gerados na clínica aumentou consideravelmente. Se nos primeiros anos, Dale e sua equipe tinham de três a cinco pacientes, hoje, o número anual de fertilizações na clínica se aproxima de 600.

 

— Os tempos mudaram. No fim dos anos 80, não havia troca de informações pela internet como hoje, o conhecimento era pouco difundido — comenta o médico. — Apesar do tratamento ainda ser caro, em torno de R$ 17 mil, hoje há mais informação disponível, e o medo dos pacientes com relação ao procedimento diminuiu bastante.

 

Os altos números de fertilizações in vitro também refletem uma mudança na sociedade brasileira. Em 1978, o cardeal Albino Luciani, que meses mais tarde se tornaria o Papa João Paulo I, evitou condenar os pais de Louise Brown, mas expressou preocupações com a possibilidade da inseminação artificial transformar as mulheres em meras “fábricas de bebês”. Nos anos 80, Dale e os médicos de fertilidade foram alvo da condenação religiosa, que os acusava de “brincarem de Deus”.

 

— Havia um certo tabu. As pessoas se sentiam culpadas por recorrerem a tratamentos de fertilidade — conta Dale, que até hoje não conheceu o primeiro bebê gerado pela fertilização in vitro no Rio. — A pressão sobre os pais foi tão grande, que eles se mudaram da cidade, e nunca mais tive contato.

A relação com os bebês que ajudou a gerar, no entanto, traz sorrisos ao rosto do especialista, que fala com carinho das visitas que recebe de pais que fazem questão de exibir ao médico o crescimento de seus filhos.

 

— Já esbarrei com ex-pacientes até mesmo quando estava de férias em Portugal — diz Dale, que, nas últimas duas décadas, ajudou a gerar mais de 3.300 bebês — É uma sensação fantástica.

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