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Infertilidade Feminina

Infertilidade Feminina

A pesquisa de infertilidade feminina está calcada em dois parâmetros, as alterações na ovulação, e no trajeto físico do espermatozoide e óvulos.

Para que uma ovulação ocorra, um processo hormonal sofisticado acontece no organismo feminino. Os ovários disponibilizam todo mês uma quantidade grande de óvulos. A hipófise produz um hormônio chamado FSH que irá recrutar um destes óvulos a se desenvolver até o momento da ovulação. Todos os outros óvulos colocados à disposição pela natureza acabam se atrofiando e desaparecendo. Interessante notar que este processo se inicia desde cedo na vida reprodutiva da mulher e persiste até o “estoque” final terminar, configurando a menopausa, que é a parada final de atividade ovariana. A mulher inicia sua vida com um estoque de óvulos grande (200000 óvulos em cada ovário.) e a cada ciclo menstrual centenas são disponibilizados.

Os hormônios estimulam o crescimento do folículo (que contém um óvulo) até que este recebe um estimulo do hormônio LH, que desencadeia a ovulação. Esta se dá pela ruptura do folículo e o óvulo é então expelido do ovário e captado pela trompa. As células que formam o folículo produzem então dois hormônios, o Estrogênio e a Progesterona, que manterão o regime hormonal até a 12* semana de gestação. Neste momento a placenta assume a produção hormonal e o ovário para de trabalhar. Se a gestação não ocorre, os níveis hormonais caem no sangue, a menstruação sobrevém e novo ciclo se reinicia.

Podemos então ter alterações na produção dos hormônios que estimulam o ovário para ovulação (FSH e LH), bem como na qualidade de produção hormonal pós ovulação (Estrogênio e Progesterona) A pesquisa irá avaliar os hormônios de base, a ovulação física pela ultrassonografia e a dosagem dos hormônios pós ovulação.
A anatomia feminina, pela qual transita o espermatozoide e óvulo, é composta pela vagina, colo do útero, cavidade uterina, trompas e da relação de aproximação da trompa ao ovário.

O esperma cai na vagina na ejaculação e se coagula. A vagina tem um pH acido e o esperma é alcalino. Com +/- 3 a 5minutos o pH está estabilizado e o esperma se liquefaz. Os espermatozoides saem do lago seminal e entram no colo uterino através do muco (secreção do colo uterino) e aí irão sobreviver por até 70 horas. Aqueles espermatozoides que ficaram na vagina acabam morrendo por ação da volta do pH acido natural.
Aos poucos, grupos de espermatozoides viajam pelo útero e trompas até chegar ao local de fecundação que é a ponta da trompa, perto do ovário. Se o óvulo não estiver lá, acabam caindo na cavidade abdominal e são absorvidos pelo organismo feminino.

As anomalias de vagina que dificultem a relação sexual podem interferir na fertilidade.
O colo do útero secreta o muco que recepciona os espermatozoides, este pode estar ausente, deficiente ou infectado. A cavidade uterina pode conter patologias que impedem o embrião se implantar e se desenvolver. As trompas podem estar: ausentes, obstruídas ou aderidas, impedindo o trabalho de captura dos óvulos.

Endometriose

A endometriose é uma das maiores causas de alteração da fertilidade feminina. O endométrio é o tecido produzido no útero durante o ciclo menstrual e que será o local de implantação do embrião. Se a mulher não engravida, esta camada é eliminada através da menstruação. Algumas mulheres possuem estas células localizadas fora do útero. O sangue menstrual pode refluir também pelas trompas para dentro da cavidade abdominal. As células endometriais podem então se implantarem na parede dos órgãos abdominais. Existe um sistema de defesa que impede este fato. Quando falha, a endometriose pode se instalar e podem crescer mês a mês quando sofrem a ação dos hormônios causando dores no período menstrual ou até mesmo fora dele. A causa da doença não é conhecida, mas existe tratamento e a mulher deve estar atenta aos sintomas.

Ovários Policísticos

Cerca de uma entre cinco mulheres tem ovários policísticos. Esse termo descreve a aparência dos ovários quando eles são vistos em uma tela de ultrassom.

Os ovários policísticos contêm muitos pequenos cistos – no mínimo dez. Alguns desses cistos contêm óvulos, alguns são inativos, e outros podem secretar hormônios. Os cistos são pequenos, em geral com não mais que 8 milímetros, mas bastante claros ao ultrassom para permitir um diagnóstico acurado. Dosagens sanguíneas também podem revelar alterações dos níveis hormonais características dos ovários policísticos, mas esses níveis variam consideravelmente de uma mulher para outra.

Os médicos ainda não estão inteiramente seguros de porque algumas mulheres têm ovários policísticos. Pode existir uma ligação hereditária, e eles estão presentes em mulheres de todas as idades, muitas das quais não apresentam sintomas de SOPC. Em outras palavras, os ovários não se tornam repentinamente policísticos; mas as mulheres que sempre tiveram ovários policísticos podem desenvolver sintomas a qualquer momento.
A base da Síndrome é uma elevação dos hormônios masculinos, e estes levariam a uma disfunção dos hormônios que comandam a função do ovário.

O ovário disponibiliza inúmeros óvulos, a cada ciclo menstrual, mas o estimulo hormonal (FSH e LH) recrutará apenas um deles para crescimento e ovulação. Os outros óvulos disponibilizados se atrofiam. Este processo se dá por uma elevação destes hormônios, e no caso da Síndrome, estes são produzidos de forma constante sem elevações. Isto faz com que diversos óvulos sejam recrutados, mas não consigam crescer o suficiente até o estagio de ovulação. Diversos folículos vão ficando no ovário o que leva a aparência de micropolicistos.

A causa mais comum da elevação dos hormônios masculinos é uma alteração do metabolismo da Insulina, conhecida como Síndrome da Resistência à Insulina, na qual existe um aumento da Insulina circulante, pois esta não consegue atuar colocando a glicose para dentro da célula. Este aumento da Insulina influi na conversão de determinados hormônios, provocando aumento dos níveis de hormônio masculino. A paciente com a resistência a Insulina, é uma forte candidata a diabetes gestacional, ou mesmo vir a desenvolver no futuro uma Diabetes tipo.

Outra fonte de hormônio masculino pode ser por um distúrbio da suprarrenal, ou do próprio ovário. A Síndrome dos ovários policísticos irá cursar, além da falta de ovulação, com reflexos do excesso de hormônio masculino, tais como Acne, aumento de pêlos e obesidade.

Aborto de Repetição

Aborto de repetição é a situação na qual um casal experimenta três ou mais perdas gestacionais. Na espécie humana o abortamento é relativamente frequente. 10% das gestações se terminam em abortamento. Destes abortamentos 85% tem uma causa genética, isto é, uma alteração cromossômica que inviabiliza a vida e a natureza elimina espontaneamente. Por esta razão a ocorrência de 1 ou 2 abortos é aceitável como natural, apesar de ser difícil de vivenciar.

Com a recidiva de três ou mais abortos, alguma outra causa deve estar interrompendo estas gravidezes.

Dentre as causas conhecidas e pesquisadas estão:
1) Causas fetais
2) Causas uterinas
3) Causas imunológicas
4) Causas autoimunes
5) Causas hematológicas
6) Causas hormonais e infecciosas

Causas fetais:

Estas são as causadas pelas alterações cromossômicas, que inviabilizam a vida. Alterações na estrutura ou numero dos cromossomos, podem ser causadas ao acaso ou induzidas por uma alteração de cromossomos dos pais.
Aquelas que ocorrem ao acaso, não são repetitivas, São as causadoras de abortos ocasionais que estão dentro do percentual de 10% de todas as gestações.

Aquelas herdadas dos pais é que se enquadram na repetitividade. Todo abortamento, mesmo que seja o primeiro, deverá ter o material eliminado analisado. O habitual é realizar o exame histopatológico, isto é, o estudo microscópico do material curetado, por um laboratório de patologia. Este exame dificilmente acrescentará dados a compreensão do problema. O ideal é que se realize um exame genético, que poderá demonstrar na maioria dos casos, a causa mais comum de perda gestacional. Dependendo da alteração os pais deverão ser estudados. O exame solicitado é o Cariótipo. Este mostrará a estrutura e o numero dos cromossomos.

Se este resultado é anormal, um aconselhamento genético deve ser feito, no qual o geneticista irá calcular a incidência do problema em futuras gestações.

Causas uterinas

Alterações da cavidade uterina podem impedir o crescimento da gestação. Existem malformações da cavidade uterina que são incompatíveis com evolução de uma gravidez. Patologias como os miomas, pólipos e processos inflamatórios também podem agir desta forma. O exame para avaliação da cavidade do útero é a Vídeo Histeroscopia. Neste exame, tem-se a visão direta da cavidade uterina, podendo ser fotografada ou filmada.

Causas imunológicas

Uma gestação é formada pela junção de parte do componente genético do marido com parte da mulher. O feto formado a partir de então será um ser com constituição imunológica diferente do pai e da mãe.

Quando uma gravidez se instala, o feto passa a fazer parte do organismo da mãe, como um órgão transplantado. Sendo ele de constituição de parte do pai e parte da mãe, este novo ser tem uma combinação genética diferente da mãe. Habitualmente quando o sistema imunológico entra em contato com um corpo estranho, desenvolve anticorpos específicos.

Durante a gravidez, o sistema imune tem então, que “tolerar” esta situação. O reconhecimento ocorre, e algum mecanismo ainda desconhecido faz com que o sistema imunológico não “ataque” a gravidez.

Esta premissa não esta confirmada, não sendo mais aceita pela medicina. O FDA (Food and Drug Administration) que é o órgão governamental dos Estados Unidos da América responsável pelo controle da saúde, avaliou casais que haviam feito o tratamento e outros não. O numero de bebês nascidos foi igual, o que comprova a ineficácia do tratamento. Este tratamento é proibido em todo o mundo e também em nosso país. Deve ser considerado apenas no nível de estudo clinico.