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Câncer e congelamento de óvulos e espermatozoides.

Dr. Luiz Fernando Dale

Existem opções para preservar a fertilidade em mulheres que foram recentemente diagnosticadas com câncer?

Sim! A nova tecnologia permite que seu médico remova e congele ovos, óvulos fertilizados (embriões) ou tecido ovariano antes de tratar seu câncer. Desta forma, você pode ser capaz de ter filhos após o tratamento. Este processo é chamado criopreservação ou congelamento. O tipo de câncer que você tem determina quais são suas opções.
Os cânceres mais comuns em meninas e mulheres jovens são linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin, leucemia, câncer de tireoide, câncer de mama, melanoma ou câncer ginecológico (cérvix, útero ou ovário). A maioria destes cânceres pode ser tratada com quimioterapia, radiação, ou uma combinação de ambos. Vários fatores determinam se você é infértil após o tratamento. Estes fatores incluem quantos anos você tem a dose e a localização da radiação, e que tipo de drogas de quimioterapia que eles lhe dão. A quimioterapia é eficaz no tratamento de muitos cânceres, mas pode causar infertilidade por prejudicar ou diminuir o número de óvulos.

Criopreservação de embriões
Criopreservação de embriões é a forma mais comum de preservar a sua capacidade de engravidar no futuro. Você deve passar por um procedimento chamado de fertilização in vitro (FIV). Na FIV, você receberá hormônios para estimular os ovários para produzir uma série de ovos. Uma vez desenvolvidos, os ovos serão removidos por sucção suave. Os embriões são criados no laboratório juntando o esperma e o ovo. Os ovos ou embriões fertilizados são então congelados. Você pode até mesmo optar por realizar testes genéticos nos embriões antes de congelá-los (chamado PGD ou diagnóstico genético pré-implantação). O PGD pode ser utilizado para testar um distúrbio genético específico (por exemplo, para verificar o gene BRCA numa mulher com câncer da mama). Se você decidir que quer ter filhos depois que seu tratamento de câncer estiver completo, um ou dois embriões podem ser colocados no útero (útero) com ou sem a ajuda de medicamentos.

Nem todo mundo pode ter esse procedimento. Você vai ter que tomar medicamentos que fazem você produzir mais óvulos do que o habitual. No total, o processo pode levar de 2 a 3 semanas para ser concluído. Sabemos hoje que o estimulo ovariano pode ser feito em qualquer momento do ciclo, com resposta satisfatória para numero de óvulos. Não precisamos hoje, ter que esperar o inicio do ciclo menstrual, o que pode protelar o inicio do tratamento.

Criopreservação de embriões oferece a melhor chance de gravidez. As probabilidades de um embrião sobreviver ao processo de congelamento e descongelamento e implantação em seu útero ainda são mais elevadas do que as probabilidades de criar uma gravidez a partir de embriões usando óvulos congelados ou tecidos ovariano congelados.

Se você decidir usar criopreservação de embriões, você precisará ter o esperma de um homem para fertilizar seu ovulo antes que ele esteja congelado. Se você não tem um parceiro, o esperma do doador pode ser usado. Se nenhuma dessas fontes de esperma é possível ou disponível para você, então o congelamento de óvulos é uma boa opção.

O problema com o congelamento de embriões, é que este pertence aos dois cônjuges. O tempo entre o congelamento e a utilização é em media de 5 anos. Se o casal se separa ou a mulher falece pela doença, os embriões ficarão sem utilização, congelados. Por esta razão talvez a melhor recomendação seja o congelamento de óvulos.

Criopreservação de óvulos
As mulheres podem escolher esta opção em relação à criopreservação de embriões, se não tiverem um parceiro masculino atual ou por razões pessoais / religiosas, ou pelas razões acima. Procedimentos para o congelamento de óvulos melhoraram muito nos últimos 10 anos, tornando esta uma boa opção para muitas mulheres. Apesar do sucesso do congelamento de óvulos, as taxas de gravidez são ainda mais altas por embrião congelado do que por ovulo congelado. Isso ocorre porque no momento em que um embrião é congelado já foi fertilizado e crescido por vários dias, mostrando seu potencial reprodutivo.

Este processo ainda envolve FIV e geralmente requer de 2 a 3 semanas. Você vai tomar medicamentos que irão ajudá-lo a crescer muitos óvulos. No entanto, depois que os óvulos são removidos de seu corpo, eles são congelados imediatamente. Ao contrário da criopreservação de embriões, os óvulos não são fertilizados antes de serem congelados. Após o tratamento do câncer, os ovos que sobrevivem ao processo de congelamento e descongelamento serão fertilizados no laboratório com o esperma de seu parceiro ou doador. Os embriões que se desenvolvem serão colocados no útero.

Não está claro se óvulos mais desenvolvidos (desenvolvidos) congelam melhor do que ovos menos desenvolvidos (imaturos). Além disso, a sucção suave de ovos imaturos sem o uso de medicação de estimulação também foi realizada, e algumas gestações foram relatadas. No entanto, este procedimento ainda é considerado experimental.

Criopreservação do tecido ovariano
Médicos têm experimentado um procedimento para congelar o tecido que contém ovos de descanso do ovário de uma mulher. Neste procedimento, os médicos cortar o tecido de um dos seus ovários em fatias finas. Estas fatias são então congeladas.

Após seu tratamento de câncer, os médicos podem colocar uma fatia de tecido de ovário descongelado de volta em seu corpo. Você pode precisar ser tratado com hormônios da fertilidade para este tecido para produzir um ovulo. Existem algumas desvantagens para este procedimento. Você terá que ter a cirurgia várias vezes. Também é perigoso se você tem câncer de ovário. Se o tecido tem câncer e é colocado de volta em seu corpo, o câncer poderia se espalhar. É importante que você saiba que a criopreservação do tecido ovariano ainda é um procedimento experimental. Nem sempre foi bem sucedido em todos os centros de fertilidade, e a taxa de sucesso é muito baixa.

Criopreservação de espermatozoides
Para o homem o processo é infinitamente mais simples e rápido. No momento que uma terapia para o câncer for decidida, o homem simplesmente realiza duas a três coletas de esperma, e este é congelado, para uso futuro.

Necessário um estudo das sorologias de rotina, pelo sangue e em 1 semana, poderemos ter várias amostras guardadas. No adolescente ainda impúbere, esta coleta não é possível, pois em tese ainda não há espermatozoides sendo produzido. Esta situação ainda é insolúvel para a medicina.

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Rastreamento do câncer de colo do útero após 65 anos.

Rastreamento do câncer de colo do útero após 65 anos.
Dr. Carlos Dale

Com o surgimento do rastreio do câncer do colo do útero há 40 anos, houve uma diminuição dramática na incidência e da mortalidade por câncer invasivo do colo. Além disso, em 2002, além do teste anual de Papanicolau, a pesquisa do HPV também somou no diagnóstico.

Em 2012, as mulheres que não apresentavam alterações nos 3 últimos exames de citologia ou nos 2 últimos testes combinados (citologia e pesquisa do HPV) dentro do período de 5 anos anteriores a 65 anos, NÃO precisariam mais fazer exames de rastreamento para o câncer do colo uterino, visto que a possibilidade dela vir a ter um câncer seria mínima (prevenção de 1.6 em 1.000 casos de câncer).

Mulheres mais idosas tem um maior falso-positivo nos preventivos por alterações inflamatórias e atrofia consequente a falta hormonal. Estes falso-positivos levariam a um maior número de exames e procedimentos desnecessários.

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Menstruação e fertilidade

Menopausa a última menstruação.

Dr. Carlos Dale

Considera-se menopausa a última menstruação, ou seja, menopausa é uma data!

No mundo ocidental, esta idade varia entre de 48 a 51 anos. O único parâmetro que existe para talvez predizer esta data seria a idade que a mãe teve sua menopausa. Mulheres parando de menstruar antes dos 40 anos, estão teve uma menopausa precoce e após 55 anos, uma menopausa tardia.

Hoje, a reposição hormonal é aceita por uns e contraindicada por outros, mas mesmo não fazendo uso de hormônios, algumas coisas podem ser feitas para minimizar os efeitos da falta deste sobre o corpo da mulher na menopausa ou em situações fisiológicas (pós-parto) ou em uso de algumas medicações.

Algumas situações são contradições absolutas para o uso do hormônio, mesmo os cremes vaginais:

. História de Câncer ginecológico.

. História de trombose previa.

Uma das áreas que mais sofrem e com mais precocidade com a falta hormonal é a vagina, perdendo a lubrificação e elasticidade prejudicando muito a relação sexual.

Como opção não hormonal no Brasil temos um gel chamado VAGIDRAT (Ácido Poliacrílico e Hidróxido de Sódio) cujo uso seria a cada 2 ou 3 dias.

Outras opções existem no exterior (Estados Unidos): LUVENA (enzimas naturais – Prebióticos), LUBRIGYN (óleo de amêndoas, óleo de jojoba, óleo de oliva, aloe vera e camomila), REPLENS (produtos naturais), PJUR MED (silicone e produtos naturais).

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DICAS PARA MANTER SUA FERTILIDADE

Devemos cuidar da fertilidade desde cedo. Alguns fatores podem ajudar se a pessoa evita o tabagismo, o alcoolismo, a obesidade, uso de anabolizantes e doenças sexualmente transmissíveis.

O consumo de álcool pode ser inimigo da fertilidade porque o álcool em excesso pode afetar a saúde, prejudicando o fígado, todo o metabolismo e também o processo dos hormônios, como outros fatores fundamentais para a saúde do ser humano. Isso acontece principalmente com a mulher. Os hormônios femininos têm um ajuste fino para que uma ovulação aconteça. Se interferimos neste processo, a mulher pode não ovular. Desde o início do ciclo os hormônios vão aumentando e no seu auge a ovulação acontece, se algo interrompe a produção ou se o metabolismo esta alterado por algum problema, a ovulação pode ser interrompida.

Quanto ao fumo.Acredita-se que 30% das mulheres e 35% dos homens em idade produtiva sejam fumantes. A relação entre fumo e infertilidade ainda não está plenamente consciente na população e ainda é motivo de dúvida perante a classe médica. Isto porque, apesar de diversos trabalhos acumularem dados mostrando o efeito adverso do fumo muitos são considerados pouco conclusivos devido à diversidade das populações e métodos estudados. Mas se a relação entre fumo e fertilidade for aceita, podemos considerar que 13% de infertilidade feminina podem ser causadas pelo cigarro. Um estudo da Associação de Planejamento Familiar de Oxford, Inglaterra, observa um retorno à fertilidade em ex-fumantes. A reversibilidade da natureza do problema indica a correlação entre dose/tempo e a fertilidade e provê uma ferramenta importante para motivação em campanhas antitabagismo.

Outra causa muito comum de infertilidade são as sequelas de infecções ginecológicas ou DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Infecções vaginais corriqueiras, em ginecologia, dificilmente causariam alterações que pudessem dificultar gravidez. Estas habitualmente são tratadas de pronto.Outras bactérias podem ascender para dentro do útero causando alterações neste ou nas trompas. Gonorréia, bactérias mais agressivas e a Clamídia são capazes de provocar lesões ou obstruções das trompas. A maioria destas infecções cursa com dor abdominal, febre e sinais inflamatórios que, quando tratados a tempo, podem não afetar a fertilidade.

Ficar de olho no peso também é importante. A obesidade pode prejudicar a fertilidade porque interfere no ciclo hormonal da mulher e também porque a gordura corporal em excesso, faz com que o corpo produza uma maior quantidade de estrógeno e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução, limitando as chances de gravidez.
Para as mulheres que fazem uso de anabolizantes, a dose em excesso de testosterona inibe no cérebro a produção de FSH, hormônio responsável pela maturação das células reprodutivas, interrompendo a menstruação. Além disso, o uso de anabolizantes pode dificultar a fixação do embrião na parede do útero, provocando um aborto. Mas se a mulher interromper o uso pode voltar a menstruar e ter uma gravidez sem riscos. Para os homens, também compromete a fertilidade.

Assim, para que a mulheres e homens mantenham sua fertilidade, além de evitar o álcool, o fumo, as DSTs, é aconselhável levar uma vida saudável, com alimentação equilibrada, vida sexual com proteção e exercícios físicos regulares.

Elaborado por Dr. Luiz Fernando Dale, ginecologista e especialista em Reprodução Humana. Diretor do Centro de Medicina da Reprodução no Rio de Janeiro.

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